Montserrat – Zona de Despreniments

Barcelona ou diz que foi uma espécie de Lua de Mel – Capítulo I (talvez o único)


Montserrat foi um acaso. Ou não.

Quando nos pareceu que o turisticamente essencial de Barcelona estava visto e nos preparávamos para as 2nd e 3rd rounds dos locais mais carismáticos, veio parar-nos às mãos um panfleto sobre Montserrat.

Depois de alguma hesitação – já que ir a Montserrat ficaria sempre mais dispendioso do que a alternativa para o dia (visitar a Cripta da Colónia Güel) – e a preciosa ajuda da funcionária do Posto de Turismo, lá nos resolvemos a ir a Montserrat.
E nisto começa a magia, o espanto, a contemplação.
Viagem de metro, comboio e finalmente o funicular que nos levou ao Monte Sagrado. O tempo como o conhecemos pára. O resto é indescritível, intraduzível, há que vivê-lo.
Assim que nos metemos no penúltimo funicular que nos garantia regresso naquele dia ao hotel em Barcelona (a umas razoáveis dezenas de quilómetros) soubemos imediatamente que Montserrat não terá sido um acaso como disse acima. Nesse mesmo momento, meio a sério meio a brincar, o R. disse que la Morenita seria a padroeira do nosso Casamento. Eu, que tendo a reconhecer sinais em todas as coisas, imediatamente nos confiei àquela Senhora.

Trouxemo-la para casa numa versão “marroquina”, imperfeita e muito, muito regateada mas acredito que a trouxemos, sobretudo, para a nossa vida. E isso basta-me.
“En ningún lugar encontrará el hombre la serenidad sino en su proprio Montserrat” – Goethe

Ficam as fotos e a certeza de lá voltarmos um dia.